domingo, 3 de março de 2013

Richard Feynman



Biografia de Feynman


Richard Feynman nasceu em Nova York em 11 de maio de 1918, filho de pai e mãe judeus, cresceu motivado pelo pai a se interessar por ciência. Aprendeu muito de ciência com a Enciclopédia Britânica e aprendeu sozinho matemática elementar antes de ver na escola. Ele também montou um laboratório em seu quarto, onde fazia experimentos em eletricidade.
Na escola, Feynman gostava de tratar a matemática de forma recreativa, estudou diferencial, trigonometria, cálculo integral e números complexos muito antes de ver esses temas em sua educação formal. Ele se destacou em competições de matemática e era uma verdadeira estrela em sua escola.
Depois da escola, aplicou para muitas universidades, sendo recusado na Universidade de Columbia e aceito pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ingressando em 1935. Ele foi lá para estudar matemática, mas não gostou da abstração e a falta de aplicações que caracterizavam o curso naquele momento, assim mudou para engenharia elétrica e logo em seguida para física.
Um tema que Feynman estava muito interessado em estudar era mecânica quântica, então, juntamente com um colega de graduação, ele começou a ler os textos disponíveis na primavera de 1936. Os dois trocaram uma série de cartas notáveis, nas quais eles tentaram desenvolver uma versão do espaço-tempo onde “ fenômenos elétricos são um resultado da métrica de um espaço da mesma maneira que os fenômenos gravitacionais são. ” Em 1937, Feynman leu  Os princípios da mecânica quântica  de Dirac, notando a semelhança entre a abordagem do livro e suas ideias mais originais. Dirac tornou-se o cientista que Feynman mais respeitou ao longo de sua vida.
Próximo ao fim da sua graduação no MIT, ele começou a pensar sobre seu doutorado, decidindo tentar em Princeton. Apesar da recomendação pessoal que Harry Smyth em Princeton recebeu sobre Feynman, não era óbvio que ele seria aceito. Ele tinha as melhores notas em física e matemática, mas por outro lado tinha péssimas notas em artes, literatura e história. Outra coisa que não ajudava era o fato de ser judeu. 
Após mais cartas de recomendação, Feynman foi aceito por Princeton. Sob a orientação de John Wheeler, retomou algumas das ideias que tinha pensado enquanto estava no MIT. O primeiro seminário que ele deu em Princeton foi para uma platéia que incluía Einstein, Pauli e Von Neumann. Pauli disse no final, que não achava que a teoria estivesse certa.
Feynman passou um longo tempo trabalhando para melhorar sua teoria, mas também não considerou os resultados satisfatórios. No entanto, ele então passou a desenvolver uma nova abordagem para a mecânica quântica usando o princípio de ação mínima. Ele substituiu o modelo de ondas do eletromagnetismo de Maxwell por um modelo baseado em interações de partículas mapeadas no espaço-tempo.
Ele recebeu seu doutorado em Princeton, em 1942, mas antes disso os Estados Unidos entrou na II Guerra Mundial. Dessa forma, Feynman trabalhou no projeto da bomba atômica na Universidade de Princeton (1941-42) e depois em Los Alamos (1943-45), trabalhando no projeto Manhattan.
Após a Segunda Guerra Mundial, no outono de 1945, Feynman foi apontado como um professor de física teórica da Universidade de Cornell. Ele recebeu ofertas de vagas em outras universidades, mas sentiu que como pesquisador não ele não poderia mesmo considerá-las. Novamente, teve o desejo de se dedicar à pesquisa e voltou para a teoria da eletrodinâmica quântica que ele estava trabalhando antes da Segunda Guerra Mundial.
Em 1950, Feynman aceitou ser professor de física teórica do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Como ele já tinha planejado uma licença sabática antes de receber a oferta, foi capaz de providenciar a passar os primeiros dez meses de sua nomeação nova no Brasil. Ele permaneceu na Caltech pelo resto de sua carreira, sendo apontado Richard Chace Tolman, professor de Física Teórica lá em 1959.
A principal contribuição de Feynman foi a mecânica quântica, como continuidade do trabalho de sua tese de doutorado. Ele introduziu diagramas (agora chamado de diagramas de Feynman) que são análogos gráficos das expressões matemáticas necessárias para descrever o comportamento de sistemas de interação das partículas. Ele foi agraciado com o Prêmio Nobel em 1965, em conjunto com Schwinger e Tomonoga.
No início de 1979, Feynman teve problemas de saúde e fez uma cirurgia para o câncer de estômago, sendo bem sucedida. Sua última tarefa principal foi como um membro de uma comissão criada para investigar a causa da explosão no ônibus espacial Challenger na terça-feira 28 de janeiro de 1986. Foi um momento muito difícil para Feynman acompanhar a investigação, pois sua saúde estava se deteriorando. Perto do final de 1987, o câncer foi encontrado novamente em seu abdômen, e ele faleceu em 15 de fevereiro de 1988.
Feynman recebeu muitas honras por seu trabalho. Ele foi eleito para a Sociedade Americana de Física, a Associação Americana para o Avanço da Ciência, a Academia Nacional de Ciências, e a Real Sociedade de Londres. Entre os prêmios que recebeu estão Albert Einstein Award (1954) e o Prêmio Lawrence (1962).

 Feynman e as escolas de samba do Rio de Janeiro


No período que Feynman ficou no Brasil, ele aproveitou para conhecer mais a música brasileira, pois ele tinha um grande apreço por ela. Foi quando um rapaz da embaixada comentou com Feynman que havia um grupo de samba que ensaiava na casa dele e que o Físico poderia visitá-lo a fim de assistir aos ensaios. Feynman, então aprendeu a tocar um pouco de pandeiro e depois frigideira a qual ele se aperfeiçoou mais por meio de muito treinamento.
O cientista enfrentou muita dificuldade para se adaptar ao novo estilo musical, ele não entendia onde ainda errava, porquanto parecia perfeito depois de muitas horas de ensaio. Mas, aparentemente ele detinha um sotaque diferente na frigideira, algo parecido como um francês falando inglês, sotaque que o chefe da escola de samba parecia apreciar, pois quando um rapaz quis entrar para o grupo, mesmo com toda a sua habilidade na frigideira o chefe da escola mandou ele pra perto do americano para aprender com ele.
Foi tempo muito proveitoso para o cientista, haja vista que ele aprendeu a tocar alguns instrumentos, aprendeu muito sobre a cultura brasileira, sobre o samba, além de avançar bastante em suas pesquisas com relação aos níveis de energia dos núcleos mais leves. Ainda pode entrar em contato com o laboratório de Kellogg na Caltech, por meio dos operadores de rádio amador no Brasil, para obter os dados das experiências que eles realizavam lá a fim de averiguar a validade de sua teoria.


A constatação de Feynman a respeito dos estudantes brasileiros:


Richard Feynman observou falhas no sistema de ensino brasileiro, as quais se refletiam na metodologia de estudo dos alunos. Segundo Feynman, os estudantes brasileiros conseguiam passar nas provas, mas não aprendiam efetivamente a matéria. Esse fenômeno era explicado pelo fato de os alunos simplesmente “decorarem” as respostas das perguntas, mas sem saber o que elas significavam; eles poderiam dizer, palavra por palavra, a resposta correta, sem entender o significado do que expunham.
Outra situação constatada pelo cientista foi a ‘autopropagação’ do conhecimento por parte dos alunos, uma forma peculiar de pensamento que se refletia na falta de perguntas em sala de aula. Segundo Feynman, era como um processo de tirar vantagens, no qual ninguém sabe o que está acontecendo e colocam os outros para baixo como se eles realmente soubessem. Eles todos fingem que sabem, e se um estudante faz uma pergunta, admitindo por um momento que as coisas estão confusas, os demais estudantes dizem àquele que ele está desperdiçando o tempo dos outros.
          Por fim, Feynman afirmara que não conseguia entender como alguém podia ser educado neste sistema de autopropagação, no qual as pessoas passam nas provas, mas ninguém sabe nada. A conclusão do cientista foi que “Não se está ensinando ciência alguma no Brasil!”.

Bibliografia:

Um comentário:

  1. Olá Pessoal,

    Vocês atingiram os objetivos da tarefa. Sugiro utilizarem "fonts" maiores.

    Arnaldo

    ResponderExcluir