Biografia de Feynman
Richard Feynman nasceu em Nova York em 11 de maio de
1918, filho de pai e mãe judeus, cresceu motivado pelo pai a se interessar por
ciência. Aprendeu muito de ciência com a Enciclopédia Britânica e aprendeu sozinho
matemática elementar antes de ver na escola. Ele
também montou um laboratório em seu quarto, onde fazia experimentos em
eletricidade.
Na escola, Feynman gostava de tratar a matemática de
forma recreativa, estudou diferencial, trigonometria, cálculo integral e
números complexos muito antes de ver esses temas em sua educação formal. Ele se
destacou em competições de matemática e era uma verdadeira estrela em sua
escola.
Depois da escola, aplicou para muitas universidades,
sendo recusado na Universidade de Columbia e aceito pelo Instituto de Tecnologia
de Massachusetts, ingressando em 1935. Ele foi lá para estudar matemática, mas
não gostou da abstração e a falta de aplicações que caracterizavam o curso naquele
momento, assim mudou para engenharia elétrica e logo em seguida para física.
Um tema que Feynman estava muito interessado em
estudar era mecânica quântica, então, juntamente com um colega de graduação, ele
começou a ler os textos disponíveis na primavera de 1936. Os dois trocaram uma série de cartas
notáveis, nas quais eles tentaram desenvolver uma versão do espaço-tempo onde “ fenômenos elétricos são um
resultado da métrica de um espaço da mesma maneira que os fenômenos
gravitacionais são. ” Em 1937, Feynman leu Os princípios da mecânica quântica de Dirac, notando a semelhança entre a abordagem
do livro e suas ideias mais originais. Dirac tornou-se o cientista
que Feynman mais respeitou ao longo de sua vida.
Próximo ao fim da sua graduação no MIT, ele começou a
pensar sobre seu doutorado, decidindo tentar em Princeton. Apesar da recomendação
pessoal que Harry Smyth em Princeton recebeu sobre Feynman, não era óbvio que ele
seria aceito. Ele tinha as
melhores notas em física e matemática, mas por outro lado tinha péssimas notas
em artes, literatura e história. Outra
coisa que não ajudava era o fato de ser judeu.
Após mais cartas de recomendação, Feynman foi aceito
por Princeton. Sob a orientação
de John Wheeler, retomou algumas das ideias que tinha pensado enquanto estava
no MIT. O primeiro seminário que
ele deu em Princeton foi para uma platéia que incluía Einstein, Pauli e Von Neumann. Pauli disse no final, que não
achava que a teoria estivesse certa.
Feynman passou um longo tempo trabalhando para
melhorar sua teoria, mas também não considerou os resultados satisfatórios. No entanto, ele então passou a
desenvolver uma nova abordagem para a mecânica quântica usando o princípio de
ação mínima. Ele substituiu o
modelo de ondas do eletromagnetismo de Maxwell por
um modelo baseado em interações de partículas mapeadas no espaço-tempo.
Ele recebeu seu doutorado em Princeton, em 1942, mas
antes disso os Estados Unidos entrou na II Guerra Mundial. Dessa forma, Feynman
trabalhou no projeto da bomba atômica na Universidade de Princeton (1941-42) e
depois em Los Alamos (1943-45), trabalhando no projeto Manhattan.
Após a Segunda Guerra Mundial, no outono de 1945,
Feynman foi apontado como um professor de física teórica da Universidade de
Cornell. Ele recebeu ofertas de
vagas em outras universidades, mas sentiu que como pesquisador não ele não poderia
mesmo considerá-las. Novamente, teve o
desejo de se dedicar à pesquisa e voltou para a teoria da eletrodinâmica
quântica que ele estava trabalhando antes da Segunda Guerra Mundial.
Em 1950, Feynman aceitou ser professor de física
teórica do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Como ele já tinha planejado uma
licença sabática antes de receber a oferta, foi capaz de providenciar a passar
os primeiros dez meses de sua nomeação nova no Brasil. Ele permaneceu na Caltech pelo resto
de sua carreira, sendo apontado Richard Chace Tolman, professor de Física
Teórica lá em 1959.
A principal contribuição de Feynman foi a mecânica
quântica, como continuidade do trabalho de sua tese de doutorado. Ele introduziu diagramas (agora
chamado de diagramas de Feynman) que são análogos gráficos das expressões
matemáticas necessárias para descrever o comportamento de sistemas de interação
das partículas. Ele foi agraciado
com o Prêmio Nobel em 1965, em conjunto com Schwinger e
Tomonoga.
No início de 1979, Feynman teve problemas de saúde e
fez uma cirurgia para o câncer de estômago, sendo bem sucedida. Sua última tarefa principal foi como
um membro de uma comissão criada para investigar a causa da explosão no ônibus
espacial Challenger na terça-feira 28 de janeiro de 1986. Foi um momento muito difícil para Feynman
acompanhar a investigação, pois sua saúde estava se deteriorando. Perto do final de 1987, o câncer foi
encontrado novamente em seu abdômen, e ele faleceu em 15 de fevereiro de 1988.
Feynman recebeu muitas honras por seu trabalho. Ele foi eleito para a Sociedade
Americana de Física, a Associação Americana para o Avanço da Ciência, a Academia Nacional de Ciências, e a Real Sociedade de Londres. Entre os prêmios que recebeu estão Albert Einstein Award (1954) e o
Prêmio Lawrence (1962).
Feynman e as escolas de samba do Rio de Janeiro
No período que Feynman ficou no
Brasil, ele aproveitou para conhecer mais a música brasileira, pois ele tinha
um grande apreço por ela. Foi quando um rapaz da embaixada comentou com Feynman
que havia um grupo de samba que ensaiava na casa dele e que o Físico poderia
visitá-lo a fim de assistir aos ensaios. Feynman, então aprendeu a tocar um
pouco de pandeiro e depois frigideira a qual ele se aperfeiçoou mais por meio
de muito treinamento.
O cientista enfrentou muita
dificuldade para se adaptar ao novo estilo musical, ele não entendia onde ainda
errava, porquanto parecia perfeito depois de muitas horas de ensaio. Mas,
aparentemente ele detinha um sotaque diferente na frigideira, algo parecido
como um francês falando inglês, sotaque que o chefe da escola de samba parecia
apreciar, pois quando um rapaz quis entrar para o grupo, mesmo com toda a sua
habilidade na frigideira o chefe da escola mandou ele pra perto do americano
para aprender com ele.
Foi tempo muito proveitoso para o
cientista, haja vista que ele aprendeu a tocar alguns instrumentos, aprendeu
muito sobre a cultura brasileira, sobre o samba, além de avançar bastante em
suas pesquisas com relação aos níveis de energia dos núcleos mais leves. Ainda
pode entrar em contato com o laboratório de Kellogg na Caltech, por meio dos
operadores de rádio amador no Brasil, para obter os dados das experiências que
eles realizavam lá a fim de averiguar a validade de sua teoria.
A constatação de Feynman a respeito dos estudantes brasileiros:
Richard Feynman observou falhas no
sistema de ensino brasileiro, as quais se refletiam na metodologia de estudo
dos alunos. Segundo Feynman, os estudantes brasileiros conseguiam passar nas
provas, mas não aprendiam efetivamente a matéria. Esse fenômeno era explicado
pelo fato de os alunos simplesmente “decorarem” as respostas das perguntas, mas
sem saber o que elas significavam; eles poderiam dizer, palavra por palavra, a
resposta correta, sem entender o significado do que expunham.
Outra situação constatada pelo
cientista foi a ‘autopropagação’ do conhecimento por parte dos alunos, uma
forma peculiar de pensamento que se refletia na falta de perguntas em sala de
aula. Segundo Feynman, era como um processo de tirar vantagens, no qual ninguém
sabe o que está acontecendo e colocam os outros para baixo como se eles
realmente soubessem. Eles todos fingem que sabem, e se um estudante faz uma
pergunta, admitindo por um momento que as coisas estão confusas, os demais
estudantes dizem àquele que ele está desperdiçando o tempo dos outros.
Por fim,
Feynman afirmara que não conseguia entender como alguém podia ser educado neste
sistema de autopropagação, no qual as pessoas passam nas provas, mas ninguém
sabe nada. A conclusão do cientista foi que “Não se está ensinando ciência
alguma no Brasil!”.
Bibliografia:

Olá Pessoal,
ResponderExcluirVocês atingiram os objetivos da tarefa. Sugiro utilizarem "fonts" maiores.
Arnaldo